Projeções ocupam a arquitetura da cidade como um gesto de alerta e memória, trazendo à superfície a urgência do combate à violência de gênero no contexto da exposição Geometria da Memória, no Museu de Arte de Brasília, 2026.
A intervenção realizada nas ruas de Brasília, em colaboração com o Coletivo Transverso, inscreve a palavra e a imagem no espaço público como forma de urgência e denúncia. As projeções atravessam a cidade e seus monumentos, tensionando a aparente estabilidade da arquitetura moderna com mensagens que evocam os números alarmantes da violência de gênero no Brasil.
Inserida no marco da exposição Geometria da Memória, no Museu de Arte de Brasília, a ação propõe uma ampliação do campo expositivo: do espaço museológico ao espaço público, da sala ao espaço urbano, da contemplação à experiência direta. Ao iluminar superfícies da cidade com frases e signos de alerta, a intervenção transforma a noite em um território de visibilidade, convocando o público a reconhecer, lembrar e agir.