Bio

Paula Parisot

Paula Parisot (Rio de Janeiro, Brasil) é artista visual e escritora. Vive e trabalha entre Buenos Aires e São Paulo. Sua produção é fundamentalmente interdisciplinar, integrando literatura, pintura, desenho, performance e vídeo.
É formada em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e mestre em Belas Artes pela The New School University, em Nova York (EUA).
Realizou exposições individuais em instituições como o MAB – Museu de Arte de Brasília (Brasília, Brasil, 2026), Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, Brasil, 2026), Centro Cultural de Lagos (Algarve, Portugal, 2025), Casa de América (Madri, Espanha, 2024), Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, Portugal, 2024), Museo de Arte Contemporáneo del Sur (Buenos Aires, Argentina, 2023), SESC (São Paulo, Brasil, 2019), EAV Parque Lage (Rio de Janeiro, Brasil, 2014) e Feria Internacional del Libro de Guadalajara (México, 2015). Participou também da Bienal Mercosul (Porto Alegre, Brasil, 2020) e da BienalSur (Buenos Aires, Argentina, 2021).
É idealizadora, ao lado de Jessica Sofia Mitrani, do programa A Crucigramista (ARTE1, Brasil, Portugal e México, 2017–2019), uma série dedicada à arte na América Latina. O programa integrou a programação do DOCLisboa (2018) e atualmente é exibido na televisão mexicana, com apresentação do Museo Universitario del Chopo.
É autora dos romances A dama da solidão (Companhia das Letras, 2007; Cal y Arena, 2008; Dalkey Archive Press, 2010), finalista do Prêmio Jabuti; Gonzos e Parafusos (Leya, 2010; Cal y Arena, 2011); Partir (Tordesilhas, 2013; Cal y Arena, 2013); e Muyé Rengué (Editorial Guadal / El Gato Hojalata, 2024). Atuou também na promoção internacional da literatura brasileira contemporânea, organizando antologias como La invención de la realidad (Cal y Arena, México, 2015).

Paula Parisot (Rio de Janeiro, Brasil) vive e trabalha entre Buenos Aires e São Paulo.

Artista visual e escritora, seu trabalho é fundamentalmente interdisciplinar, reunindo literatura, pintura, desenho, performance e vídeo.

Formada em Desenho Industrial (PUC-RJ, Brasil) e mestre em Belas Artes (The New School University, New York, USA) 

Entre as exposições individuais destacam-se Centro Cultural de Lagos (Algarve, Portugal, 2025), Casa de America (Madrid, Espanha, 2024) Sociedade Nacional de Belas Artes, (Lisboa, Portugal, 2024), Museo de Arte Contemporáneo del Sur, (Buenos Aires, Argentina, 2023), SESC (São Paulo, Brasil, 2019), Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, Brasil,  2014), FIL (Guadalajara, México, 2015). Fez parte da Bienal Mercosul (Porto Alegre, Brasil, 2020) e da BienalSur (Buenos Aires, Argentina, 2021).

Criadora junto a Jessica Sofia Mitrani de A Crucigramista (ARTE1, Brasil, Portugal e México, 2017-2019), um programa sobre arte na América Latina. A Crucigramista participou no DOCLisboa (2018) e é transmitido atualmente na TV Mexicana, apresentado pelo Museo Universitario del Chopo.

Parisot é autora de A dama da solidão (Cia. das Letras, 2007, Cal y Arena, 2008 e Dalkey Archive Press 2010), tendo sido finalista do Prêmio Jabuti; Gonzos e Parafusos (Leya, 2010,Cal y Arena, 2011), Partir (Tordesilhas 2013, Cal y Arena, 2013) e Muyé Rengué (Editorial Guadal, El gato hojalata, 2024). Parisot trabalhou internacionalmente na divulgação da literatura brasileira contemporânea, fazendo a organização de antologias como La invención de la realidad (Cal y Arena, México, 2015).

Foto: William Kano, Guido Limardo, Néstor Grassi

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2026
• E eu me levanto para contar uma história, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil
• Geometria da Memória, Museu de Arte de Brasília (MAB), Brasília, Brasil
• Intervenção Urbana em Brasília (com Coletivo Transverso), Museu de Arte de Brasília (MAB), Brasília, Brasil
2025
• Eu, todas, Centro Cultural de Lagos, Lagos, Portugal
2024
• Espejismos, Miragens, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, Portugal
• Yo, Todas, Casa de América, Madri, Espanha
• Aquilo que compõe e se esfacela, Galeria Lica Pedrosa, São Paulo, Brasil
2023
• Más allá de lo visible, MAC Sur – Museo de Arte Contemporáneo del Sur, Buenos Aires, Argentina
2019
• A Crucigramista – América Invertida, Sesc Vila Mariana, São Paulo, Brasil
2014
• Partir, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil
• Partir, o conteúdo, FIL Guadalajara, Guadalajara, México

BIENAIS E GRANDES EXPOSIÇÕES

2021
• Literatura del Yo, BienalSur
2020
• A Crucigramista – América Invertida / A Crucigramista – América Feminizada, 12ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil

VÍDEO, FILME E PERFORMANCE

2022
• A Crucigramista – América Invertida / A Crucigramista – América Feminizada, Universidad de los Andes, Bogotá, Colômbia
2019
• A Crucigramista – América Invertida / A Crucigramista – América Feminizada, University of California, Berkeley, EUA
• A Crucigramista – América Invertida / A Crucigramista – América Feminizada, Lugar a Dudas, Bogotá, Colômbia
2017
• A Crucigramista – América Invertida, Screening Room, Lisboa, Portugal
2013
• Centro de São Paulo, São Paulo, Brasil
• O significado de Partir, São Paulo, Brasil
• Partir, o objeto, FIL Guadalajara, Guadalajara, México
2010
• Gonzos e Parafusos, Brasil

FESTIVAIS

2019
• A Crucigramista – América Invertida, DocLisboa, Lisboa, Portugal

TELEVISÃO

2017–2023
• A Crucigramista – América Invertida, Canal ARTE1, Brasil; Canal 180, Portugal; Canal 22, México
• A Crucigramista – América Feminizada, Canal ARTE1, Brasil; Canal 22, México

COLEÇÕES PÚBLICAS

2025
• Estudo sobre o útero, Museu da República, Brasília, Brasil
2023
• DesConcerto, Fondazione Labirinto, Florença, Itália

2021

• Ebriões vermelhos, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, Portugal
• Yo, pandémico, Fondazione Labirinto, Florença, Itália
• DesConcerto, Fondazione Labirinto, Florença, Itália

LIVROS

2025
• Muyerengue, Editorial Gato Amarelo, Brasil
2024
• Muyerengue, Editorial Guadal / El Gato Hojalata, Argentina, Chile, Uruguai, México e Colômbia
2016
• The Lady of Solitude, Dalkey Archive Press, EUA
2015
• La invención de la realidad, Cal y Arena, México
2014
• Partir, Cal y Arena, México
2013
• Partir, Tordesilhas, Brasil
2010
• Gonzos e Parafusos, LeYa, Brasil
2008
• La dama de la soledad, Cal y Arena, México
2007
• A Dama da Solidão, Companhia das Letras, Brasil

PRÊMIOS

2008
• Finalista do Prêmio Jabuti, por _A Dama da Solidão

FORMAÇÃO

2003
• MFA, The New School University, Nova York, EUA
2000
• Bacharelado em Desenho Industrial, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil

sobre o trabalho de Paula Parisot

A obra de Paula Parisot, que vai da literatura à performance, desenho e pintura, reflete não apenas seu talento multifacetado, mas também sua perspectiva única como mulher na arte.

Entre a literatura, a performance, o desenho, o vídeo e a pintura, a artista brasileira contemporânea Paula Parisot tem construído uma trajetória sólida a partir da sua cidade natal, Rio de Janeiro, e de eleição, Buenos Aires. Com uma abordagem eminentemente eclética, que mistura e experimenta diferentes mídias, técnicas, formas e cores, talvez ainda se possa destacar, do seu início através da escrita, uma atenção especial à importância das narrativas e à multiplicidade de expressões no mundo.

Original e criativa, Paula Parisot encontrou uma nova forma de apresentar seus livros, adicionando elementos de arte performativa. Deste modo, está na vanguarda da abertura de novas possibilidades para escritores e artistas em geral. Para encontrar novas formas de expressão, ela cruzou corajosamente os limites entre a arte de escrever e a arte da performance.

A instalação A Jovem Senhora finalmente entendeu que não há garantias nem almoço grátis sutilmente alude ao tempo. Os sentimentos se movem entre o fazer, desfazer e refazer sem fim. Como uma Penélope que, em sonhos, a sua única razão é a ação. As tristezas e os prazeres do passar do tempo, do ciclo de vida de uma mulher, da maturidade… Realidade e sonho, matéria e espírito, consciente e inconsciente. O que foi, e o que não foi e mais além, outra vez em sonhos, o que poderia ter sido. Como longas cabeleiras, cada painel expressa diferentes estados emocionais que, através de mandalas, se abrem à interpretação do espectador. Coloridos, intrincados e sempre belos, representam o mundo estético de Parisot.

Paula Parisot transforma a experiência literária em uma espécie de meada que se desenrola para tecer obras visuais em diversas mídias. (...) Estamos perante uma obra que remete tanto para a literatura como para a arte, mas que não é - nem de forma lacrada nem identificável - apenas uma coisa ou outra.

A matéria de nossa artista compõe e se esfacela, satura e esmaece, ergue mas tende ao chão. É precisamente a partir dessa fenda, dessa contradição existencial, que Paula Parisot nos dá pistas sobre o mundo que habitamos.

Se a produção artística contemporânea é marcada por uma radical e frequente interdisciplinaridade, a obra da artista Paula Parisot é, para além de uma prova firme de tal afirmação, também um caso que chega a desafiar as tantas possibilidades de cruzamentos entre campos linguísticos distintos.

Afinal, o gesto de ler ainda preserva em si, como Partir de Paula Parisot aponta, o espanto da descoberta. Estamos, sem dúvida, diante de uma escritora certa do caminho que busca.

Partir, de Paula Parisot, é um romance de viagens que rompe todos os cânones do gênero e parece uma anti-odisseia, porque o poema homérico supõe o começo - entre muitíssimas coisas - da literatura de viagens.

Se Dama da Solidão e Gonzos e Parafusos - nos quais, aliás, Paula Parisot fez notável atuação em São Paulo que durou sete dias e seis noites - anunciavam uma escritora talentosa, Partir a consolida como uma de nossas grandes contadoras de histórias.